quarta-feira, 20 de abril de 2011

Em Mossoró, no Rio Grande do Norte, índice de homicídios cresce 54%


Uma pessoa a cada dois dias - esta é a taxa de homicídios atual em Mossoró, segundo o comandante do 2º Batalhão da Polícia Militar da cidade, tenente-coronel PM Túlio César. Só nos quatro primeiros meses deste ano, a polícia registrou 54 homicídios, um aumento de 54% em relação ao mesmo período do ano passado. As autoridades policiais atribuem esse aumento da violência ao avanço do tráfico de drogas, principalmente na periferia.

O último assassinato registrado ocorreu na manhã de domingo (17). Ricardo Cleiton Ferreira de Lima, 19 anos, conhecido como "Pirulito do Cão", foi morto no bairro de Barrocas, no cruzamento das ruas João Cordeiro com Venceslau Braz. Ele tentou escapar correndo para um mercado, mas foi alcançado e levou 7 tiros.

O tenente-coronel lembra que, embora o mês de abril ainda não tenha acabado, o número de assassinatos de janeiro a abril também superou os do período em 2010, quando houve 35 casos. O perfil da maioria das vítimas é composta de pessoas ligadas ao consumo de drogas. "Muitos são usuários de drogas, ou pequenos gerentes de bocas de fumo. Alguns já até cumpriram pena por tráfico ou estavam em liberdade condicional", afirma. Ele acredita que os crimes são motivados pelo acerto de contas entre traficantes e usuários.

Segundo o comandante, 80% desses crimes ocorreram na periferia: "até bem pouco tempo atrás, eram favelas". De acordo com ele, a PM enfrenta algumas limitações no combate ao tráfico. "Nossos policiais andam caracterizados, fardados, de forma ostensiva. Quando veem nossas viaturas, os traficantes dão um jeito de se livrar das drogas". Apenas conseguem realizar pequenas apreensões.


Do NE10

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